Em pleno 2017 e ainda algumas áreas pensando em calcular ROI.

Delton Reis - Planejador Estratégico

 

“Eu e alguns outros colegas do digital, ou até os que se criaram no digital sabem mais do que ninguém que retorno sobre investimento é premissa para fechar negócio, e com isto desenhar plano e aplicar estratégia.

O “boom” sobre retorno de algumas ações e revisão de métricas vem sendo cogitado de uma forma muito intensa nos últimos 2 anos. Nas grandes agências, as mais “conservadoras” (vamos que dizer assim) vem contratando em baldes profissionais de pequenas agencias do digital, esses que já tenham isso na veia. Isto se dá pela corrida das concorrências (parece a corrida armamentista… Deus nos Livre), ser diferente e acima de tudo, para mostrar de forma diferente como gerir o investimento do anunciante, de forma mais inteligente, mostrando retorno para manter uma recorrência. Recorrência a qual pode ser um extra ou até mesmo um “plus” do fee já pago pelo
anunciante.

O mundo anda tão competitivo, tão sanguinolento que inovação se tornou default, ou o mínimo viável, não sendo o diferencial maravilhoso, a competitividade e escassez do investimento devido à uma série de complicações econômicas nos últimos tempos, dá-se assim o espaço mais que especial ao retorno sobre o investido (ROI), não somente em mídias de conversões, mas em mídias e ações para propaganda, buzz, interação, e acima de tudo para marca (provocar o brand equity). Estes cálculos vão além de métricas pré-moldadas de algumas ferramentas e plataformas de vendas… estes simuladores estão deixando os planejadores de cabelo em pé, fazendo rever algumas métricas e modus de como atuar de forma mais assertiva tais investimentos e acima de tudo, atender a expectativa vendida/proporcionada ao Cliente.

Isto tudo, que pra mim já é primário, o verdadeiro arqué, está se movendo e se posicionando como “diferencial” para o Cliente, pois ele está vindo com tudo, com mais conhecimento, e cobranças mais agudas, informações até para ele fechar as contas e manter a verba para o próximo ano, próxima campanha.

Esse movimento todo provoca uma contração por parte das agências, para reter, blindar, para um up selling, e que o lifetime value possa realmente valer para os lados…

Hoje li uma matéria na Propmark, falando de RP, eu há anos quando trabalhei com uma assessoria em um empreendimento de moda eu já cobrava resultados desse tipo.

Mesma cobrança que faço quando algum funcionário meu compartilha um plano de mídia, e minhas perguntas são:

Qual racional?

E o absoluto?

Dentre outras que é quase uma práxis humana na área de planejamento e performance…!

Estes movimentos estão mudando as “placas tectônicas” do marketing, da publicidade, os Clientes estão com mais conhecimentos técnicos, e por reflexo as agências estão se mexendo.

As vezes escuto estralo, e quando olho é o mindset das mais “conservadoras”, outras vezes escuto arranhos, e quando vejo é a reciclagem do planejador (assim como disse no meu artigo anterior).

Nunca é tarde para fazer e acontecer. Dá tempo… ”

“…Run Forrest, Run…”